A abordagem à linguagem escrita na etapa final da educação pré-escolar: um estudo localizado
Resumo
Este estudo, de natureza qualitativa, na variante de estudo de casos múltiplos, tem como principal objetivo conhecer o processo de abordagem da linguagem escrita na etapa final da educação pré-escolar, nos jardins de infância da rede pública do Ministério da Educação, na região do sotavento algarvio. Os resultados evidenciam que o modo como esta é desenvolvida é resultado de um conjunto de fatores de natureza diversa: a gestão curricular desenvolvida; a perspetiva de cada protagonista sobre a linguagem escrita (uma forma de expressão e comunicação); a sua atitude face às concepções precoces sobre a linguagem escrita das crianças (atitude de apoio e de estímulo); a segurança transmitida àquelas para que se sintam confiantes em relação aos seus saberes e aprendizagens na transição para o nível educativo seguinte, fazendo-as acreditar naquilo que elas são capazes de fazer.
Palavras-chave
Texto Completo:
PDFReferências
Andrade, M. C. & Matos, M. T. (2014). No inverno, também pode haver andorinhas. Um espaço para a oficina de escrita criativa na escola. In A. Clara Santos, A. R. Gonçalves, P. Sequeira & T. S. Sousa (Coord.). Intercompreensão, plurilinguismo & didática das línguas estrangeiras: uma viagem entre culturas (pp. 315-323). Lisboa: Cosmos.
Armstrong, T. (2008). As melhores escolas. A prática educacional orientada pelo desenvolvimento humano. Porto Alegre: Artmed.
Borges, M. L. (2012). Da prática à praxis: os saberes experienciais dos professores na construção do ser professor do 1.ºciclo do ensino básico. Tese de doutoramento não publicada. Universidade de Lisboa.
Bronfenbrenner, U. (2002). La ecologia del desarrollo humano. Barcelona: Ediciones Paidós Ibérica, S.A.
Day, C. (2001). Desenvolvimento profissional de professores. Os desafios da aprendizagem permanente. Porto: Porto Editora.
Dias, A. R. (1994). Prólogo a G. Pérez Serrano, (1994). Investigación cualitativa. Retos e interrogantes I (pp. 9-12). Madrid: Editorial La Muralla, S.A.
Glaser, B. & Strauss, A. (1967).The discovery of the grounded theory. New York: Aldene de Gruyter.
Goodson, I. F. (2008). Conhecimento e vida profissional. Estudos sobre educação e mudança. Porto: Porto Editora.
Horta, M. H. (2006). A abordagem à escrita na educação pré-escolar: representações das educadoras de infância cooperantes. Dissertação de mestrado. Universidade do Algarve.
Horta, M. H. (2007). A abordagem à escrita na educação pré-escolar. Que realidade? Penafiel: Editorial Novembro.
Horta, M. H. (2010). A linguagem escrita no processo de transição entre a educação pré-escolar e o 1.º ciclo do ensino básico – Representações de educadores e de professores. Dissertação de mestrado. Universidade de Huelva.
Lopes, J. A. (Coord.), Miguéis, G., Dias, J. L., Russo, A., Barata, A. F., Damião, F. & Fernandes, T. L. (2006). Desenvolvimento de competências linguísticas em jardim-de-infância. Porto: Edições ASA.
Marques, E. (2003). A transição do pré-escolar para o 1.º ciclo. Perspectivas de educadores e professores sobre as estratégias de transição. Dissertação de mestrado não publicada. Universidade do Algarve.
Mata, L. (2008). A descoberta da escrita. Textos de apoio para educadores de infância. Lisboa: Ministério da Educação/Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular.
Ministério da Educação (1997). Orientações curriculares para a educação pré-escolar. Lisboa: Editorial do Ministério da Educação/Departamento da Educação Básica.
Ministério da Educação/Direção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (2010). Metas de aprendizagem. (Coordenação de Sim-Sim et al.). Consultado em 24 de agosto de 2011: http://www.metasdeaprendizagem.min-edu.pt
Moss, P. (2013). Qual a relação entre a educação pré-escolar e o ensino obrigatório? Ligações de subordinação? Parceria igualitária? Cadernos de educação de infância, 100: 4-5.
Niza, S. (1989). Alfabetização e desenvolvimento da escrita. In A. Nóvoa, F. Marcelino & J. Ramos do Ó (Org.) (2012), Sérgio Niza. Escritos sobre educação (pp. 105-110). Lisboa: Tinta da China.
OCDE (2006). Starting Strong II: Early childhood education and care. Paris: OCDE Publishing.
OCDE (2010). Education at a Glance 2010: OCDE indicators. Summary in portuguese. Paris: OCDE Publishing.
Paquay, L. (1994). Vers un referential des competences professionelles de l’enseignant? Recherche et formation, 15: 7 – 38.
Pérez Serrano, G. (1994). Investigación cualitativa. Retos e interrogantes. I. Métodos. Madrid: Editorial La Muralla, S.A.
Perrenoud, P. (2008). A prática reflexiva no ofício de professor. Profissionalização e razão pedagógica. Porto Alegre: Artmed.
Reyes Santana, M. (2002). Coordinación y dinamización de grupos de profesores. In F. L. Noguero & M. Reyes Santana, Dinámica de grupos en contextos formativos (pp. 73-86). Huelva: XYZ Ediciones.
Reyes Santana, M. & Cayetano Gómez, M. C. (2003). Profesorado, acción social y emancipación. In M. Reyes Santana & R. T. Morueta, Educación y ciudadanía en la sociedad del conocimiento. Huelva: Universidad de Huelva. Facultad de Ciencias de la Educación.
Ríos, I. (2014). Falar para escrever: tens alguma coisa para dizer? In F. L. Viana & I. Ribeiro (Coord.), Falar, ler e escrever. Propostas integradoras para o jardim de infância. (pp. 24-43).
Sanches, M. A. (2012). Educação de infância como tempo fundador. Repensar a formação de educadores para uma acção educativa integrada. Tese de doutoramento. Universidade de Aveiro.
Santos, B. (2003). Um discurso sobre as ciências (14.ª Ed.). Porto: Edições Afrontamento.
Serra, C. M. (2004). Currículo na educação pré-escolar e articulação curricular com o 1.º ciclo do ensino básico. Porto: Porto Editora.
Sternberg, R. (2000). Handbook of intelligence. Cambridge: Cambridge University Press.
Strauss, A. & Corbin, J. (Orgs), (1998). Basics of qualitative research: techniques and procedures for developing grounded theory. London: SAGE Publications.
Vasconcelos, T. (2014). Prefácio a F. L. Viana & I. Ribeiro (Coord.). Falar, ler e escrever. Propostas integradoras para jardim de infância (pp. 4-5). Carnaxide: Santillana.
Vasconcelos, T. (2014a). Tecendo tempos e andamentos na educação de infância (última lição). Odivelas: MediaXXI.
Zabalza, M. (2001). Didáctica da Educação Infantil (3.ª Ed.). Porto: Edições ASA.
Legislação
Despacho n.º 5220/97, de 4 de agosto – São aprovadas as orientações curriculares para a educação pré-escolar, cujos princípios gerais são publicados em anexo ao presente despacho, dele fazendo parte integrante, publicado em Diário da República, n.º 178, 2.ª série.
Ofício Circular n.º 17/DSDC/DEPEB/2007, de 10 de novembro – Gestão do currículo na educação pré-escolar. Ministério da Educação/Direção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular.
DOI: http://dx.doi.org/10.17346/se.vol20.154
Article Metrics
Metrics powered by PLOS ALM
Apontamentos
- Não há apontamentos.
This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 License.
e-ISSN 1647-2144 | Periodicidade semestral |Creative Commons Attribution (BY-NC-SA 4.0) | ESE de Paula Frassinetti | Apoio 
Indexação: DOAJ | ERIH PLUS | Latindex | MIAR |QOAM | QualisCapes | Genamics JournalSeek |InfoBase Index | REDIB | Google Scholar Metrics (GSM| ICI Journals Master List database|SJIF Journal Rank|OpenAire |Organización de Estados Iberoamericanos para la Educación, la Ciencia y la Cultura (OEI)
