Institucionalização da infância: a guerra dos botões brincada por meio de regras institucionalizantes

Valéria Aroeira Garcia, Juliana Pedreschi Rodrigues, Janaina Carrasco Castilho

Resumo


As reflexões apresentadas nesse artigo nasceram de observações, conversas e experiências educacionais das autoras que, de diferentes maneiras, sentem-se incomodadas com as mudanças percebidas no universo da criança contemporânea transformada pelo ritmo frenético e violento das grandes cidades que, de maneira geral, contribui para o cerceamento da liberdade para criar e para brincar, deixando-as, ao nosso ver, distantes do que reconhecemos como imprescindível para a infância: a autonomia e a espontaneidade. O texto teve como objetivo discutir as possíveis origens de tais mudanças tendo como foco aspectos da cidade, da família e da escola que interferem nesse contexto. Por isso trazemos mais perguntas do que respostas e mais inquietações do que alternativas para a superação desse cenário. Por fim, propomos um diálogo.               


Palavras-chave


Institucionalização da infância; Cultura da infância; Brincar com autonomia; Educação Infantil; Brincadeira

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DOI: http://dx.doi.org/10.17346/se.vol21.227

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