Estratégias Promotoras do Pensamento Crítico:Faz parte das Práticas didático-pedagógicas?
Strategies Promoting Critical Thinking: Is It Part of Didactic-Pedagogical Practices?

Rosana Muniz de Medeiros, Rui Marques Vieira, Francislê Neri de Sousa

Resumo


Nos últimos anos, em muitos países, como o Brasil e Portugal, tem havido frequentes discursos educacionais sobre a relevância de levar o aluno a pensar criticamente. Com base neste objetivo, a questão de pesquisa do presente estudo é perceber o conhecimento que os professores possuem sobre as habilidades e disposições do Pensamento Crítico (PC) e, qual o nível de PC desses. Para tal, adotamos dois procedimentos metodológicos: aplicação de um questionário, onde interpolamos provisões do Ennis PC e outras ações que não promovem o PC - e a aplicação do Teste Cornell PC (Nível X). A ligação entre esses dois procedimentos foi compartilhada como uma mensagem, no grupo fechado, de amigos professores do Facebook que atuam nos três níveis de ensino, na rede pública e privada do Estado de Alagoas-Brasil. Adotamos uma metodologia qualitativa para análise do questionário e estatística inferencial para o teste PC de Cornell. O resultado permitiu identificar que um número substancial de professores não tem consciência do que seriam as disposições do pensamento crítico; em relação ao nível de PC, o estudo demonstrou que os professores apresentavam um nível ligeiramente abaixo da média obtida em outros dois estudos desenvolvidos em Portugal.

Strategies Promoting Critical Thinking: Is It Part of Didactic-Pedagogical Practices?

In recent years, in many countries such as Brazil and Portugal, there has been frequent educational discourse about the relevance of leading the student to think critically. Based on this objective, the research question of the present study is to perceive the knowledge that the teachers hold about the skills and dispositions of Critical Thinking (PC) and, what their PC level. For this, we adopted two methodological procedures: application of a questionnaire, where we interpolated provisions of Ennis PC and other actions not promoting the PC - and the application of the Cornell PC Test (Level X). The link between these two procedures was shared as a message, in the closed group, of Facebook teacher’s friends who work in the three levels of education, in the public and private network of the State of Alagoas-Brazil. We adopted a qualitative methodology for the analysis of the questionnaire and inferential statistics for the Cornell PC test. The result made it possible to identify that a substantial number of teachers are unaware of what would be the disposition of critical thinking; in relation to their CP level, the study showed that teachers presented a level slightly below the average obtained in 2 other studies developed in Portugal.

Keywords: Critical Thinking; Critical Attitude; Didactic-Pedagogical Practices


Palavras-chave


Pensamento crítico; Atitude Crítica; Práticas Didático-Pedagógicas.

Texto Completo:

PDF

Referências


Alarcão, I. (2008). Contribuição da didática para a formação de professores: Refelxões sobre o seu ensino. In Didática e formação de professores: percursos e perspectivas no brasil e em portugal (5ª ed., pp.159-190). São Paulo: Cortez.

Alich, V. & Pereira, S. (2016). Avaliação do pensamento crítico em contexto escolar: uma perspectiva emergente em psicologia. Revista Lusófona de Educação, 32, 157–169.

Blanco-López, Á., España-Ramos, E. & Franco-Mariscal, A. J. (2017). Estrategias didácticas para el desarrollo del pensamiento crítico en el aula de ciencias. Ápice. Revista de Educación Científica, 1(1), 159-190.

Castro, G. (2014). Pensamento Critico e Filosofia. In Pensamento Critico na Educacao: Perspectivas atuais no panorama internacional (pp. 25–28). Aveiro: UA Editora.

Chizzotti, A. (2006). Pesquisa qualitativa em ciências humana e sociais. Petrópolis: Vozes.

Clemente, V. (2016). Educação para o pensamento criativo e crítico em Tecnologia e Design de Produto. Aveiro: Universidade.

Cohen, M. (2017). Habilidades de Pensamento Crítico para Leigos. Rio de Janeiro: Alta Books.

Ennis, R. H. & Millman, J. (1985). Cornell Critical Thinking Test Level X/Prepak 10, (3ª ed.). London: Critical Thinking Company.

Fisher, A. (2001). Critical Thinking: An introduction. Cambridge University Press.

Gadotti, M. (2001).Perspectivas atuais da educação, ideias para um debate. In Educar, promover, emancipar: os contributos de Paulo Freire e Rui Grácio para a pedagogia emancipatória, (pp. 177-200). Lisboa: Edições Universitárias Lusófonas.

Guzzo, G. B. (2015). Por que se preocupar com como os professores pensam: a importância do pensamento crítico na docência. Revista Espaço Acadêmico, 14(164), 35–42.

Halpern, D. F. (2014). Thought and knowledge: An Introduction to Critical Thinking, (5ª ed.) London: Psychology Press.

Innerarity, D. & Ruas, M. (2009). A sociedade invisível: Como observar e interpretar as transformações do mundo actual. Lisboa: Teorema.

Lucena, C. & Fuks, H. (2000). Professores e aprendizes na Web: a educação na era da Internet. Rio de Janeiro: Clube do Futuro.

Matos, A., Linhares, E. & Correia, M. (2015). Atividades promotoras de pensamento crítico em aulas de ciências naturais no 2o ciclo do ensino básico. Revista UIIPS, 3(6), 233–251.

Medeiros, R., Souza, F., Mercado, L. (2014). Facebook: Um Espaço Favorável para o Desenvolvimento do Pensamento Crítico. ARTEFACTUM - Revista de estudos em Linguagens e Tecnologia, 9(2), 341–351.

Navega, S. (2005). Pensamento Crítico e Argumentação Sólida: vença suas batalhas com a força das palavras. São Paulo: Publicação Intelliwise.

Pardal, L. & Lopes, E. (2011). Métodos e técnicas de investigação social (2a ed.). Porto: Areal.

Passos, I., Cornacchione Junior, E., Gaio, L. & Brito, E. (2016). Raciocínio crítico em ambientes virtuais. Revista de Contabilidade e Organizações, 10(26), 77–88.

Paul, R. & Elder, L. (2006). The Miniature Guide to Critical Thinking Concepts & Tools. Tomales, CA: The Foundation for Critical Thinking.

Strauss, A. & Corbin, J. (2009). Pesquisa Qualitativa, (2ª ed.). Porto Alegre – RS: Artmed.

Tenreiro-Vieira, C. & Vieira, R. M. (2000). Promover o pensamento crítico dos alunos: propostas concretas para a sala de aula. Porto: Porto Editora.

Tenreiro-Vieira, C. & Vieira, R. M. (2013). Literacia e pensamento crítico: um referencial para a educação em ciências e em matemática. Revista Brasileira de Educação, 18, 163–242.

Vieira, R. M. (2014). O uso das TIC na promoção do pensamento crítico de Futuros Professores. Indagatio Didactica, 6 (1), n. 1647–3582, 363–377.

Vieira, R. M. & Tenreiro-Vieira, C. (2015). Práticas didático-pedagógicas de ciências: Estratégias de ensino / aprendizagem promotoras do pensamento crítico. Saber & Educar, 20, 34–41.

Vieira, R. M.& VIeira, C.(2005). Estratégias de ensino/aprendizagem: o questionamento promotor do pensamento crítico. Lisboa: Instituto Piaget.




DOI: http://dx.doi.org/10.17346/se.vol26.340

Article Metrics

Metrics Loading ...

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 License.

e-ISSN 1647-2144 | Periodicidade semestral |Creative Commons Attribution (BY-NC-SA 4.0) | ESE de Paula Frassinetti | Apoio 

Indexação: DOAJ | ERIH PLUS | Latindex  | MIAR |QOAM | QualisCapes | Genamics JournalSeek |InfoBase Index | REDIB | Google Scholar Metrics (GSMICI Journals Master List database|SJIF Journal Rank|OpenAire |Organización de Estados Iberoamericanos para la Educación, la Ciencia y la Cultura (OEI)