“Bolonha” enquanto modelo formativo hegemonicamente estruturado para a fabricação de professores: a profissionalidade docente entre o movimento tecnocrata europeísta e o estatismo reterritorializado

Henrique Pereira Ramalho

Resumo


O presente artigo debruça-se sobre a influência do “Processo de Bolonha” nos sistemas de formação de educadores e professores do ensino básico, inscrevendo- o, por um lado, numa narrativa tecnocrata da profissionalidade docente de matriz europeísta, particularmente interessada em limitar e precisar as competências docentes enquanto regularidades coletivas hegemónicas. Por outro lado, discutimos o sentido e as fronteiras daquela profissionalidade, consolidada por processos de definição e efetivação (“fabricação”) da identidade profissional dos docentes associados à lógica da conformidade face ao padrão de desenvolvimento económico e social instituído, correspondendo a uma “vigilância” e a uma restrição ideológica e funcionalista das fronteiras da sua profissionalidade.


Palavras-chave


Bolonha; Espaço europeu; Profissionalidade docente

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DOI: http://dx.doi.org/10.17346/se.vol18.48

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