Crianças, Brincar, Culturas da Infância e Cultura Lúdica: uma análise dos estudos da infância

Clara Medeiros Veiga Ramires Monteiro, Ana Cristina Coll Delgado

Resumo


 

O presente artigo decorre de um ensaio teórico de questões concernentes à infância, crianças, brincar, cultura lúdica e culturas da infância, com base em autores dos estudos da infância. Iniciamos pela problematização e articulação de conceitos como infância, brincar, jogos e brinquedos. Em seguida tratamos do brincar e da Cultura lúdica, como um recorte das culturas da infância, embora não seja o único. Concluímos com alguns desafios, entre eles o distanciamento entre as gerações, também causado pela industrialização dos brinquedos e pela institucionalização do brincar em espaços que cada vez mais separam as gerações. As preocupações sobre o que se “ganha” com o uso dos brinquedos, jogos e brincadeiras são, por excelência, dos adultos. As crianças por vezes adquirem informações que os adultos não têm e que escapam aos seus domínios. Isso reforça a tese dos estudos da infância de que as crianças são atores, no sentido de que são participantes ativos na construção de suas culturas e a melhor maneira de compreendermos suas culturas é prestando escuta a elas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Palavras-chave


infância, crianças, brincar, culturas infantis, cultura lúdica

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DOI: http://dx.doi.org/10.17346/se.vol19.80

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