n. 25 (2018)

Educar com TIC para o Século XXI

Na Educação, temos assistido a um vasto conjunto de transformações, conscientes de que ocorrem de forma cada vez mais rápida, confirmando as exigências que emergem das mudanças que se fazem sentir na sociedade, seja nos domínios económicos, sociais, culturais ou tecnológicos, entre outros. Se o século XX confirmou o caminho que se iniciara no século anterior, na revolução e explosão da comunicação, celebrando a invenção de novos meios e com novas linguagens, onde se evidenciava o lugar incontornável da imagem, fixa ou em movimento (dimensão iconográfica), o século XXI, através do extraordinário desenvolvimento da tecnologia informática, dá continuidade à mesma trajetória e avança para o que Castells, na senda da Galáxia Gutenberg e da Galáxia Marconi de McLuhan, anuncia como estádio mais avançado nesta história de sucesso e apelida de Galáxia Internet. Os últimos anos do fim do século XX albergaram a convicção de que a civilização passaria por decisivas metamorfoses. Uma delas era a de que a revolução tecnológica e científica transformaria todos os domínios mas, particularmente nos dispositivos comunicacionais, viria a ocupar um lugar essencial na dinâmica das transformações societais daí decorrentes. A Educação constituiria um território desafiante para compreender essas mesmas modificações e, naturalmente, para se identificar os desafios de uma educação para o século XXI. 

Educar com TIC para o século XXI tem inscrita a exigência de uma reflexão maior sobre o papel que as Tecnologias da Informação e Comunicação têm no domínio educacional. De entre outros, identificamos o desafio (e ao mesmo tempo exigência) de uma maior e melhor integração curricular das TIC nas práticas de ensino, do reforço do papel das comunidades de aprendizagem, da diversificação dos contextos de aprendizagem, da ampliação das possibilidades comunicacionais, de uma melhor inclusão e uma maior participação cidadã de todos. Quase duas décadas volvidas neste século pudemos confirmar algumas expectativas, comprovar quão infundados eram alguns medos, reforçar algumas preocupações com a direção ou sentido do caminho, por vezes a desilusão quanto ao alcance dos resultados e de aspetos que se esperava ver confirmados.

Organização deste número temático: Joaquim José Jacinto Escola, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro; Manuela Raposo Rivas, Universidade de Vigo

Sumário

Editorial

Editorial
José Luís Gonçalves
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Artigos S&E

Angélica Monteiro, Alcina Figueiroa, José Couto, Orquídea Campos
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Ivani Nadir Carlotto, Maria Alzira Pimenta Dinis
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Maria Gorete Pereira
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Maria João Silva, Filomena Martins
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Isaura Ribeiro
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Fernanda Campos
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Regiane da Silva Macuch, Janayna Cristina Rocha, Bruna Rafaele Milhorini Greinert, Leticia Fleig Dal Forno, Rute Grossi Milani
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Investigadores Convidados

Rubia Salheb Fonseca, Joaquim Escola
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Manuela Raposo-Rivas, Mª Esther Martínez-Figueira, Patricia González-Martínez, José Torres-Meira, Rogelio Carballo-Soria, Francisco Freire-Vila, Justo Fernández-López, Mª Fernanda Barboza Cid, Miguel Roibás-Aguado, Teresa Gutiérrez-Manjón, Angeles Parrilla Latas
Natália Moura Lopes
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Variæ

Mafalda Ferreira, Carolina Gonçalves
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