n. 31(1) (2022)

Novas formas de pensar, atuar e partilhar ciência

“Novas formas de pensar, atuar e partilhar ciência”

O ensino e aprendizagem da ciência em contexto formal é importante para se obter uma perspetiva científica do mundo, indispensável a uma cidadania plena e responsável dos atuais alunos, fomentando a consciência cívica e evitando-se fundamentalismos de vária ordem.

Os contextos não formais também contribuem para essa apropriação da literacia científica ou compreensão pública da ciência. Diversas instituições de investigação contribuem para a divulgação da ciência, junto dos alunos dos vários níveis de ensino, o que não desresponsabiliza o professor do seu papel de formador, de possibilitar, ao aluno, o contacto com os pressupostos da ciência, de contribuir para a investigação no ensino e aprendizagem das ciências experimentais e da transposição dos saberes científicos para o espaço escola.

Em Portugal, o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória refere, como áreas a desenvolver, o saber científico e as atividades experimentais que mobilizam competências de compreensão e espírito crítico, criatividade e colaboração, planeamento e capacidade de decisão. Os resultados do estudo internacional PISA 2018 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE), embora coloquem a avaliação média dos alunos portugueses em ciência abaixo dos resultados de 2015, reforçam a capacidade de reconhecer uma explicação correta para um fenómeno e identificar conclusões válidas. A visão do ensino experimental das ciências é mais ampla que a mera realização de atividades de manipulação de materiais ou cumprimento de um protocolo experimental, mas ainda temos de apostar na qualificação científica-pedagógica dos docentes e das escolas.

Noutras latitudes, como na América Latina, por exemplo, têm sido desenvolvidos esforços de cooperação na formação de professores de ciências ou constituídos Clubes das Ciências tendo em vista a sua melhor qualificação e consequente alteração de práticas profissionais. Globalmente, a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas é constituída por 17 Objetivos e a sua operacionalização requererá alunos-cidadãos cientificamente esclarecidos para acabar com a pobreza, proteger o planeta e garantir que até 2030 todas as pessoas desfrutem de paz e prosperidade.

Neste volume da revista, pretendemos congregar uma série de artigos que contribuam para uma visão ampliada da ciência, reconhecendo a excelência dos professores, dos divulgadores de ciência e dos cientistas. No entanto, é nosso dever chegar a todos, no sentido de conseguirmos alunos mais esclarecidos que sustentam as suas decisões com o apoio de professores científica e pedagogicamente bem formados.

Organização: Prof.ª Margarida Quinta e Costa, Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti.

 

Sumário

Editorial

José Luís Gonçalves
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Nota introdutória

Nota introdutória
Margarida Quinta e Costa
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Testemunho

Manuel Sobrinho Simões

Artigos S&E

José Ferreira Gomes
Maria Strecht Almeida
Fátima Duarte, Rita Martins, Patricia Passinha
Marisa Correia, Maria Clara Martins
David Allen, Agata Handley
Luísa Maria Pinto Azevedo, António José Meneses Osório, Vítor Patrício Rodrigues Ribeiro
Daniella Assemany, Jorge Felipe Marçal
Rute F. Meneses
Manuel Vidal López, Alberto Hermida Varela

Variæ

Bárbara Pontes do Carmo