n. 30 (2021)

O presente do futuro da Infância

O desenvolvimento profissional é uma exigência incontornável e, por tal, torna-se necessário que esse processo seja capaz de gerar a transformação da prática dos educadores, enquanto corresponsáveis pela operacionalização do projeto educativo próprio de cada instituição, assim como “co-autores” do presente do futuro da Educação de Infância. A (re)configuração ou a transformação das práticas, por sua vez, impõe o recurso a estratégias que pressupõem o desenvolvimento eficaz e enriquecedor de processos de interação teórico-prática que potenciem a reflexão (sobre o que se faz, como se faz, porque se faz; quais os resultados do que se fez, porquê esses resultados e como fazer para os aperfeiçoar). Este novo modo de entender a prática docente assenta numa atitude de indagação, sustentado por referentes teóricos de análise, pela vontade de melhor conhecer e melhor agir e, ainda, pelo domínio das metodologias apropriadas.

As exigências atuais no âmbito da Educação de Infância implicam uma procura de respostas a aspetos essenciais que se constituem como desafios ao exercício da profissionalidade, nomeadamente, a implicação dos diversos parceiros nas dinâmicas educativas, a diversidade de contextos institucionais em que decorre o ato educativo e as exigências da sua natureza comunicacional e intencional.

A rede alargada de interações de que o educador é responsável: interação com crianças, famílias, outros profissionais, autoridades locais e comunitárias, exige um compromisso social e ético.

Importa, neste âmbito, identificar práticas educacionais, projetos, investigações que (re)equacionam o presente do futuro da Educação de Infância, tendo em conta diversos questionamentos: Que conceções e dilemas na formação de educadores de infância? Que intervenientes/parceiros para a educação de infância? O futuro da educação de infância: que desafios? Que práticas estimulam a participação da criança e a cidadania ativa? Como conceber e implementar práticas e ambientes educativos diferenciadores? Como interpretar a 1.ª infância: cuidar/educar/brincar? Como concretizar a inovação pedagógica e as práticas inclusivas? E o locus da Educação de Infância: que limites? E o desenvolvimento e aprendizagem na Infância: que dinâmicas?

 Organização: Professoras Paula Pequito, Ana Cristina Pinheiro, Brigite Silva, Clara Craveiro, Daniela Gonçalves, Irene Cortesão, Ivone Neves e Paula Medeiros, Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti.

Sumário

Editorial

José Luís Almeida
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Nota introdutória

Nota introdutória
Paula Pequito, Ana Cristina Pinheiro, Brigite Silva, Clara Craveiro, Daniela Gonçalves, Irene Cortesão, Ivone Neves, Paula Medeiros
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Artigos S&E

Pedro Jesus, Irene Cortesão
Ana Paula Gomes, Natália Lourenço
Anastasia Vatou, Katerina Krousorati, Vasilios Oikonomides, George Manolitsis, Maria Kypriotaki, Maria Evangelou-Tsitiridou, Vasilis Grammatikopoulos
Paulo Sergio Fochi, Jéssica Deisiane Scherer, Marjori Andressa Berres Dieter, Alciléa de Souza Fazzi, Mariley Ferreira Gomes
Diana Mota
Zemilda Carmo Weber do Nacimento Santos, Lisia Carla Toniazzo
Beatriz Lopes Zanbello, Fernanda Ferdinandi, Ana Paula Borges Castardo, Rute Grossi-Milani, Regiane da Silva Macuch
Leonor Ortigão Rocha, Jéssica Monteiro, Mafalda Morato, Maria Clara Costa
Joana Baião