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Publicação novo número S&E: S&E Nº 28

 

Sumário

No panorama nacional e internacional, reiteradamente somos confrontados com recomendações e orientações curriculares para a Matemática que, de modo ambicioso, estabelecem finalidades e objetivos educacionais, pretendendo que o sucesso de crianças e jovens nesta área tradicionalmente problemática esteja efetivamente ao alcance de todos. Os últimos resultados do PISA 2018 evidenciam os resultados atingidos pelos alunos portugueses na área de Matemática, em linha com os 492 pontos alcançados na edição anterior e três pontos acima da média dos países da OCDE (489 pontos). Numa análise mais generalizada, da responsabilidade do IAVE, desde 2003 que se assiste em Portugal a um crescimento significativo de seis pontos, contrariando a tendência ligeiramente negativa (menos 0,6 pontos) registada no conjunto dos países da OCDE em igual período. Em Espanha, os resultados apurados pelo PISA apontam, a partir de 2015, para uma inversão da tendência positiva que se registava desde 2006, verificando-se neste país, em 2018, níveis semelhantes aos registados na Lituânia e na Hungria. Quando se alarga esta análise a outras latitudes (continente americano e asiático, por exemplo), ressalta a estagnação (desde 2000) no nível de desempenho dos estudantes norte-americanos, destaca-se a persistência de níveis abaixo da média da OCDE no Brasil, Argentina e Panamá e continuam a sobressair, pela positiva, os resultados atingidos por China e Singapura em provas internacionais.

A par da multiplicação de propostas curriculares de intervenção específica, da implementação de projetos de intervenção de natureza intra ou interdisciplinar, do desenvolvimento de experiências pedagógicas devidamente enquadradas e da valorização e disseminação de boas práticas matemáticas assiste-se, concomitantemente, a uma notável produção investigativa centrada nos múltiplos aspetos implicados no ensino e na aprendizagem desta área disciplinar.

As dinâmicas e os resultados comprovados por este binómio formação-investigação criam condições que não poderão nem deverão ser negligenciadas por professores e decisores, nomeadamente pelos benefícios que possam significar na ainda necessária desconstrução ideológica de que pensar matematicamente é só para alguns, crença infundada epistemológica, praxeológica e até axiologicamente. Importa, pois, disseminar contributos e dinâmicas emergentes da investigação sobre contextos e práticas pedagógicas favoráveis à sua aprendizagem e reveladores de apropriação significativa deste tipo de conhecimento, bem como identificar desafios que lhe são colocados nos atuais cenários socioeducativos e fatores críticos que pareçam comprometer a sua aprendizagem e, por consequência, a eficácia do seu ensino.

Desejando contribuir para o reforço do corpus de conhecimento pedagógico-didático desta área – no âmbito do saber próprio desta disciplina e dos seus conteúdos, focado nos seus métodos e estratégias específicos, resultante de abordagens de cariz inovador, decorrente da utilização de recursos didáticos ou orientado para práticas e instrumentos destinados à sua avaliação.

Organização deste número temático:

Isabel Cláudia Nogueira (Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti) e Teresa Férnandez Blanco (Universidad de Santiago de Compostela)

 
Publicado: 2020-11-09
 

Call for papers: S&E 29 (Encerrado)

 

ESCOLAS ENCERRADAS: QUE EDUCAÇÃO EM TEMPOS DE COVID-19?

Chamada a artigos  

A emergência inusitada da pandemia provocada pela Covid-19 tem-se vindo a traduzir em acentuadas disrupções sociais e económicas em todas as latitudes do globo. No âmbito da educação, a maioria dos países decidiu-se pelo encerramento temporário dos estabelecimentos escolares e a suspensão da frequência presencial dos alunos às aulas. Decorre dessa decisão que, em maio de 2020, se registavam, em todo o mundo, mais de 1,5 mil milhões de alunos fora dos estabelecimentos de ensino. Os países que encerraram as escolas encontraram formas muito diversificadas de dar continuidade aos processos de aprendizagem curriculares, promovendo, entre outras, modalidades de ensino online através de plataformas digitais, disponibilizando aulas através da televisão ou da rádio ou, ainda, recuperando as convencionais entregas de materiais didáticos em papel na casa dos alunos. Noutras latitudes, o ensino escolar ficou simplesmente interrompido.

Encontrando-se no terreno um conjunto vasto de estudos a coligir dados a respeito do encerramento escolar (e.g. UNESCO Survey on National Education Responses to COVID-19 School Closure), parece já ser possível identificar alguns impactos que este fenómeno teve neste período sobre os vários agentes – alunos, docentes, famílias, comunidades, lideranças escolares – e retirar ilações sobre aspetos tão distintos como as práticas pedagógicas implementadas, as ferramentas digitais utilizadas e as competências adquiridas, a qualidade da relação educativa estabelecida, os processos de socialização promovidos, a liderança escolar exercida, as políticas educativas adotadas, as (des)igualdades sociais entre alunos, entre outros aspetos considerados pertinentes em todos os níveis de ensino.

Perspetivando-se uma retoma gradual do ensino presencial na maioria dos países, importa fazer um balanço dos ganhos e das perdas alcançados neste período atípico vivido na educação e indagar sobre as aprendizagens feitas o que de melhor se deve, doravante, adotar. Com esse objetivo, o presente número 29 da Revista Saber & Educar é dedicado ao tema: “Escolas encerradas: que educação em tempos de Covid-19?” e pretende reunir um conjunto diversificado de contributos cientificamente sustentados que permita assinalar com rigor as marcas deixadas na educação desta nossa experiência coletiva extraordinária.

Data limite de submissão: Extensão 16 de novembro de 2020

Submissão:http://revista.esepf.pt/index.php/sabereducar/about/submissions#onlineSubmissions

Contactosrevistasabereducar@esepf.pt

 
Publicado: 2020-10-15
 
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